Mitologia Egípcia

O Sol que atravessa o mundo dos mortos toda noite e a balança que pesa o coração.

Quem contava essas histórias

O Egito vivia do Nilo, que transbordava todo ano e deixava a terra fértil. Para os egípcios, o mais importante era Maat: a ordem, a verdade e o equilíbrio do universo, que precisavam ser defendidos todos os dias contra o caos. O faraó era visto como filho de Rá e Hórus vivo na Terra, responsável por manter essa ordem.

Muitos deuses aparecem com corpo humano e cabeça de animal, mostrando suas qualidades: o falcão de Hórus enxerga longe, o chacal de Anúbis vigia os túmulos. A vida após a morte era uma preocupação central, e por isso eles mumificavam os mortos e construíam pirâmides e tumbas cheias de tesouros e orações.

Como o mundo começou: Do oceano escuro ao primeiro monte

Antes de tudo havia Nun, um oceano escuro, frio e sem forma. Das águas ergueu-se o primeiro monte de terra, e sobre ele surgiu Atum, o criador, que gerou sozinho Shu, o ar, e Tefnut, a umidade. Os dois tiveram Geb, a terra, e Nut, o céu, que viviam tão abraçados que nada cabia entre eles, até que Shu os separou, erguendo o céu.

Nut deu à luz Osíris, Ísis, Set e Néftis, e juntos esses nove deuses formam a Enéade de Heliópolis. Outras cidades contavam versões diferentes: em Mênfis, o deus Ptah criou o mundo pensando com o coração e falando com a língua.

Os mundos e lugares sagrados

Grandes deuses

Grandes histórias

Osíris, Ísis e Set

Osíris era um rei bom e amado. Seu irmão Set, invejoso, o prendeu num caixão e o jogou no Nilo; depois despedaçou o corpo e espalhou os pedaços pelo Egito. Ísis, esposa de Osíris, e sua irmã Néftis procuraram e reuniram cada parte, e Anúbis o embalsamou: foi a primeira múmia. Osíris voltou à vida, mas como rei do mundo dos mortos.

A disputa pelo trono

Hórus, filho de Osíris e Ísis, cresceu escondido nos pântanos e desafiou Set pelo trono do Egito. Os dois lutaram por oitenta anos, com corridas, transformações e duelos. Numa das batalhas, Set arrancou um olho de Hórus, que foi curado por magia. Os deuses finalmente deram a coroa a Hórus, e o "Olho de Hórus" virou um amuleto de proteção e cura.

A pesagem do coração

Depois da morte, a alma atravessava o Duat e chegava ao tribunal de Osíris. Anúbis colocava o coração do morto num prato da balança e a pena de Maat no outro, enquanto Thoth anotava o resultado. Quem tinha vivido com justiça seguia para o Campo de Juncos. Se o coração pesasse mais, cheio de maldades, a devoradora Ammit o engolia, e a alma deixava de existir.

Divindades da mitologia egípcia

Criaturas da mitologia egípcia

Curiosidades

O legado hoje

Pirâmides, múmias e hieróglifos fascinam o mundo até hoje e lotam museus do Cairo a Paris. Obeliscos egípcios enfeitam praças em Roma, Paris, Londres e Nova York, e símbolos como o ankh e o Olho de Hórus continuam populares em joias e tatuagens.